1 –
Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre
quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer.
(Mc 13.31)
2 – Entendemos
que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem
passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total
revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)
3 – Repudiamos
toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a
manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a
Deus. (2 Pe 1.20)
4 – Cremos
que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação
que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos,
não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações
trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. Cremos
ainda que Jesus Cristo é a revelação final e plena de Deus (2 Tm
3.16; Hb 1.1-2)
5 – Que
o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em
nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da
Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente,
por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)
6 – Que
princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a
soberania de Deus em amor, a suficiência da graça, o sacrifício
perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação
plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)
7 – Cremos
que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não
significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois “do
Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam”.
(1 Jo 5.19; Sl 24.1)
8 – Cremos
que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde
Cristo “expôs publicamente os principados e potestades à
vergonha, triunfando sobre eles” e que essa vitória teve como
prova final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a
saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)
9 –
Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto
do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de
Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de
sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à
Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)
10 – Cremos
que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo
poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto,
não há a necessidade de se “amarrar” todo o mal antes dos
cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57;
Mt 18.20)
11 –
Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à
doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não
há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de
forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo
16.33; 1 Tm 5.23)
12 –
Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma
benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus
não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um
cristão. (Fp 4.10-12)
13 –
Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não
temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois
“nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso
salvador, Jesus Cristo”. (1 Pe 2.11)
14 – Nossas
petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. “Determinar”,
“reivindicar”, “ordenar” e outros verbos autoritários não
encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)
15 – Afirmamos
que a frase “Pare de sofrer”, exposta em muitas igrejas, não
reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a
idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis,
mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)
16 –
Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que
estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições
passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de
Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a
maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)
17 –
Entendemos que a natureza criada participa das dores,
angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com
ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. O que não
significa que nós, cristãos, tenhamos que ser negligentes com a
natureza e o meio-ambiente, uma vez que Deus não apenas criou tudo,
mas também “viu que era bom" (Rm 8.19-23; Gn 1.31)
18 –
Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de
Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou
barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef
2.8-9)
19 –
Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS
os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que
possamos fazer para “merecermos” a atenção de Deus.
(Rm 3.23; 2 Co 12.9)
20 – Que
nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura.
Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento
de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)
21 – Que
entendamos que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus, e
bonito por natureza”. Portanto, que não seja mais “obrigatório”
aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio
ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça
e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)
22 – Que
nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o
povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem
para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo
brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)
23 – Que
as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e
que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários
sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através
de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... Da mesma forma,
rejeitamos o preconceito, na verdade um racismo velado, contra
instrumentos e danças de origem africana, como se estes, por si só,
fossem intrinsecamente ligados a alguma forma de feitiçaria. (Sl
150)
24 – Que
retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada
primitiva, de que “ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma
das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.” (At 4.32)
25 – Que
não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu
passado. Antes, seguindo a Palavra, acolhamos o irmão ferido com
espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também
tentados. O que não significa, por outro lado, conivência com o
pecado praticado de forma contumaz .(Gl 6.1; 1 Co 5)
26 – Que
ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso
meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado
por “falta de fé”. Que haja maturidade para acolher o fraco e
sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir
da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)
27 – Que
a igreja reconheça que são as portas do inferno que não
prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do
“exército inimigo”. Que essa consciência nos leve à prática
da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de
Deus sobre a terra. (Mt 16.18)
28 – Cremos
na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas
situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e
abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)
29 – Que
nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para,
mentindo, “disputarmos” quais são as maiores igrejas; o Reino é
bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)
30 – Que
os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não
expostos aos púlpitos e à “fama” antes de estarem amadurecidos
na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo.
(1 Tm 3.6)
31 – Que
saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres
deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb
12.1-2)
32 – Que
sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões
lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens,
refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)
33 – Que
arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas
as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja
algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à
grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)
34 –
Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo
que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)
35 – A
participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades
secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do
evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus
vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de
Deus. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)
36 –
Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma
que o Brasil só será transformado quando um “justo” (que na
linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica)
dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade,
pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino
de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição
de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)
37 – Que
os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em
épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar
neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse
pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre
o rebanho. (Gl 1.10)
38 – Que
as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em
épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e
liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)
39 – Que
os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes.
Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua
liderança. (Gl 2.11)
40 – Negamos,
veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga
porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos
livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação
com qualquer partido político ou organização que se passe por
nossos representantes. (Mt 22.21)
41 – O
versículo bíblico “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” não
deve ser interpretado sob olhares políticos como “Feliz a nação
cujo presidente é evangélico” e nem utilizado para favorecer
candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)
42 –
Repugnamos veementemente os chamados “showmícios”
com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro
sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de
“louvor a Deus” para angariarem votos para seus candidatos. (Ex
20.7)
43 – Cremos
que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela.
Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de
Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente
de nossas vontades. (At 7.48-49)
44 – Nenhum
pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao
líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido
conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a “patente” de Deus
para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com
base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja
de acordo com as mesmas. (At 17.11)
45 – Ninguém
deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões
pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal
não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de
questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como
servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)
46 – Que
nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico
“não toqueis no meu ungido”, retirando-o do contexto, para
tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo
que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)
47 – Que
ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação”
por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que
essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez
salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do
cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma
ovelha escapará. (Jo 10.28-29)
48 – Que
estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos
feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios”
para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na
manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At
7.48-50)
49 – Que
nenhum movimento, modelo, ou “pacote” eclesiástico seja aceito
como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a “solução”
para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o
crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e
autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)
50 – Que
nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de
pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento
numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)
51 – Que
a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos,
cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para
haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a
“tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como
tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is
42.8; At 10.25-26)
52 –
Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o
povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de
Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo,
não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm
2.15)
53 – Que
os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de
argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro
importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem
servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não
abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo.
(Mt 8.20)
54 – Não
reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que
profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem
autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc
13.32)
55 – “O
profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for
dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos
sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não
devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e
descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)
56 – Que
o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título
a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens
ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração
e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo
realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)
57 – Que
os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no
que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)
58 – Que
ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer
alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja
liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não
fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)
59 – Que
as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se
tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo
com que se tornem “estrelas” do evangelho ou mesmo “produtos”
a serem utilizados por aduladores e pastores que visam,
antes de tudo, lotarem seus templos com “atrações” curiosas,
como “a menor pregadora do mundo”, etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)
60 – Que
as “Marchas para Jesus” sejam realmente para Jesus, e não para
promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis.
Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses
mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)
61 – Nenhuma
igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo
está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O
Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais
“cristãos”. (At 4.12; Jo 3.8)
62 – Que
as livrarias ditas “cristãs” sejam realmente cristãs e não
ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que
valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro
ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)
63 – Cremos
que “declarações mágicas” como “O Brasil é do Senhor Jesus”
e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões
celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades
sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do
Evangelho. (Tg 2.15-16)
64 –
Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções
como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”,
etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda
expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm
4.1-4)
65 – Cremos,
firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a
unção que vem de Deus, não necessitando de “novas unções”.
(1 Jo 2.20,27)
66 –
Lamentamos a transformação do culto público a Deus em
momentos de puro entretenimento “gospel”, com a presença de
animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o
povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a
simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)
67 – É
necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão.
A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma
abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct
1.1)
68 – Não
consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo
que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes
sobrenaturais e nem são os instrumentos “preferidos” de Deus.
Muitas igrejas têm feito do shophar “O” instrumento, dizendo que
é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à
guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus
sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)
69 –
Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil
como o novo “Israel” para abençoar todos os povos. Essa idéia
surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o
centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e
ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)
70 –
Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos”
cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e
outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada
de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)
71 – Que
o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja
reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt
18.22)
72 –
Rejeitamos as músicas que consistem de repetições
infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando
a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional,
conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)
73 – Deixemos
de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo
Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo
Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio
real, nação santa e povo adquirido. Da mesma forma, rejeitamos a
sacralização da cultura judaica, como se esta fosse mais santa que
a brasileira ou do que qualquer outra. Que então os ministros e
dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de
música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em
Sua igreja, não criando uma “classe superior” de “levitas”,
até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5; 1 Pe
2.9)
74 – Que
se entenda que tijolos são apenas tijolos, paredes são apenas
paredes e prédios são apenas prédios. Que os termos "Casa do
Senhor" e "Templo" sejam utilizados somente para fazer
menção a pessoas,
e nunca a lugares. Que nossos palcos não sejam erroneamente chamados
de "altares", uma vez que deles não emana nenhum "poder"
ou "unção" especial. (At 17:24, I Cor 6-19)
75 – Que
haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à
Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também
cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
76 – Não
consideramos que “há poder em nossas palavras” como querem os
adeptos dessa teologia da “confissão positiva”. Deus não está
sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de
trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não
for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas
bocas. (Gl 1.6-7)
77 –
Rejeitamos a onda de “atos proféticos” que, sem
base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da
Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das
pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)
78 - Apresentar
uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo,
não consiste em “restaurar a adoração” ou apresentar a Deus
uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez — cuidar
dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos
humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua
palavra — deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho
homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)
79 –
Discordamos dos “restauradores das coisas perdidas”
por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um
remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está
“restaurando a adoração”, “restaurando o ministério
profético”, etc... é desprezar o sangue dos mártires, o
testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos
esses séculos. (Hb 12.1-2)
80 –
Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e
mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura
humana e as ênfases nos “milagres” e produtos da fé sobrepujam
as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)
81 – Deus
não nos chamou para sermos “leões que rugem”, mas fomos
considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas
ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc
10.3; Rm 8.36)
82 –
Entendemos como abusivas as cobranças de “cachês”
para “testemunhos”. Que fique bem claro que aquilo que é
recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a
obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)
83 – Que
movimentos como “dança profética”, “louvor profético” e
outros “moveres proféticos” sejam analisados sinceramente
segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo
povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)
84 – Que
a cruz de Cristo, e não o seu trono, seja o centro de nossa
pregação! (1 Co 2.2)
85 –
Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e
dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que
nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de
bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo
do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com
alegria! (2 Co 9.7)
86 – Que
a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça
sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator
para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de
forma visível e encarnada. “Pois tive fome... e me destes de
comer...” (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18; Tg 1.27)
87 – Cremos,
conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens –
Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para
si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)
88 –
Lamentamos o comércio que em que se transformou a
música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a
“máfia” das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de
suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da
massificação dos “louvores” comerciais, e não dão espaço
para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de
qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e,
principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)
89 – Que
os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a “máfia”
das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da
Palavra ao invés do espetáculo “gospel” a fim de terem igrejas
“lotadas” para ouvirem as “atrações” da fé. Da mesma
forma, rejeitamos o triunfalismo e o ufanismo no qual se transformou
a música evangélica atual, que só fala em 'vitória', 'poder' e
'unção' mas se esqueceu de coisas muito mais fundamentais como
'graça', 'misericórdia' e 'perdão'. (1 Pe 5.2)
90 – Que
sejamos livres para “examinarmos tudo e retermos o que é bom” ,
sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos,
principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o
jargão "Deus me falou" como forma de amedrontar qualquer
um que ousar questionar suas idéias. (1 Ts 5.21)
91 – Somente
as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)
92 – Somente
a Graça. (Ef 2.8-9)
93 – Somente
a Fé. (Rm 1.17)
94 – Somente
Cristo. (At 17.28)
95 – Glória
somente a Deus (Jd 24-25)
_______________________________________
Eliandro
Viana